Uma vida cheia de Nuances

edição Alejandra Osses

Recebi o convite do Flamenco Brasil para entrevistar o guitarrista Fernando de la Rua em função do lançamento do seu tão aguardado disco solo “Nuances” no Brasil. Para mim, também guitarrista, esse convite foi motivo de alegria dupla, pois, como a maioria dos músicos brazucas, tive aulas com ele e ansiava por esse momento. O reencontro com o mestre aconteceu via Skype devido à sua agenda lotada. A entrevista aconteceu de forma descontraída, como um bate-papo. No horário marcado, lá estava ele, como sempre atencioso e bem humorado. Aproveitem!

Fernando, em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo pelo disco e dizer que já o ouvi várias vezes. O que mais me chamou a atenção é que, cada vez mais, você está desenvolvendo um linguagem muito própria.

A minha idéia foi sempre essa. Eu tive um primeira fase mais flamenca, de busca por uma identidade. Uma fase pela qual todos passamos. Nós que não nascemos na Espanha e não tivemos contato com essa linguagem desde o começo. Por isso, iniciamos através de outros canais. Quando se inicia uma pesquisa sobre algo que não é do seu país ou entorno, o primeiro passo é ir pelo processo da imitação, justamente para incorporar elementos dessa linguagem até de forma inconsciente, para depois ficar natural. Eu tive uma fase assim, de imitação mesmo, de questionar até que ponto sou flamenco para entender mesmo essa cultura. E, depois de muito tempo tocando flamenco, me aprofundando no baile – que é a linguagem que mais toco dentro desse universo, compondo música para baile – comecei a desenvolver um estilo próprio. Mas isso, só descobri depois de morar na Espanha e resgatar a cultura e a música brasileira. Somente então consegui extrair o néctar da minha linguagem musical.

 “Criar uma identidade é um dos meus principais objetivos…”

Até que ponto compor é importante para você?

Eu sempre quis compor, porque penso que só assim damos sentido para o nosso trabalho. Expressar as minhas próprias inquietudes, necessidades musicais e mostrar o que realmente se sente. No violão clássico ou outros estilos é muito valorizada a interpretação. No flamenco são poucos aqueles que somente interpretam, pois a grande sacada da música flamenca é justamente a abertura que ela dá para cada um ter a sua própria linguagem e criar.  A maioria dos guitarristas flamencos que conheço compõe. Eles estão sempre querendo dizer algo, o que não significa que o intérprete não tenha o seu valor. Interpretar é uma escola também. Mas no flamenco funciona diferente.

O flamenco então valoriza mais a criação e o estilo próprio?

Exatamente. O estilo próprio dentro da linguagem. Eu tento confrontar duas linguagens, a flamenca e a brasileira. Desse encontro, busco o néctar que ilustre essas duas linguagens e que elas estejam sempre presentes, quer seja em aspectos harmônicos ou técnicos…

 … do violão brasileiro e do violão espanhol…

Sim! Principalmente dirigido ao violão, que é o meu principal objetivo. É valorizar o violão como instrumento de composição e expressão. Essas duas linhas de violão são muito expressivas no mundo todo e foi por aí que tentei fazer o meu som. Isso é o que busquei plasmar no disco. Por isso, tem uma valsa brasileira, um samba, uma buleria com estrutura de choro, um tangos com harmonia brasileira. Dessa forma, busco criar uma identidade, que é um dos meus maiores objetivos.

Fernando de la Rua

Fernando de la Rua

Só para organizar melhor a cronologia dos fatos: você já tinha, então, uma história com a música brasileira antes do flamenco?

Sim.

 E sua ida para Espanha para aprender mais sobre o flamenco fez com que você percebesse que sua expressão estava, na verdade, no seu histórico de música brasileira e resolveu explorar isso mais a fundo?

Sim. O meu processo foi ao contrário. Eu comecei com a música brasileira, pelo violão popular, que é uma grande escola para desenvolver um conceito musical. Comecei com aqueles livrinhos de violão e guitarra, sabe?

Sei, aqueles que tem as letras com cifras…

A minha escola prática foi aquilo. E, depois, toquei rock’n’roll, MPB, Beatles, muita coisa…

…um brasileiro! De tudo um pouco.

Eu tinha um grupo de garagem em Itapeva. Daí, fui para Tatuí1 e fiquei lá por seis meses. De lá, fui para São Paulo estudar violão clássico para especializar minha técnica. Estudei com um professor de Bauru que hoje mora em Ribeirão Preto, o Geraldo Ribeiro de Freitas. Na época, ele era uma grande referência e formou grandes violonistas. Foi ele quem me incentivou a tocar flamenco, pois apesar de ser um acadêmico do violão clássico, ele tinha uma abertura para o choro e a música popular, e me disse: “Você tem que tocar flamenco, deveria seguir essa carreira”. 

Por que ele colocou isso para você dessa forma? Tem a ver com o fato de você ser filho de espanhois?

São várias questões. Comecei com o violão em casa, com os meus pais. Sempre respirei música espanhola, pelo lado do meu pai, e música brasileira, pelo lado da minha mãe. O fato de meu pai ser espanhol me traz a associação de uma origem genética com a cultura de determinado lugar. Esse fato me ajudou muito a conseguir uma certa identidade musical, exatamente o ponto que Geraldo (Ribeiro) priorizou em meu aprendizado, além de minha pulsação natural no violão.

 

Fernando de la Rua tocando violão à esquerda, Yara Castro bailando ao centro e Conrado Gmeiner com o violão à direita.

Fernando de la Rua (esq.), Yara Castro e Conrado Gmeiner (dir.)

Que interessante!

Eu gostava muito de música clássica espanhola, da guitarra clássica espanhola, que tem alguma influência do flamenco. Foi Geraldo Ribeiro que sacou que eu estava nessa busca. Nem eu tinha consciência disso. Eu tocava violão clássico, queria estudar violão, mas não sabia exatamente o quê. Morando em São Paulo, fiquei sócio da Casa de Espanha, o Hispano, no Ipiranga. Foi lá onde realmente decidi. Ali conheci minha esposa Yara Castro que também estava começando a dançar flamenco. Sempre digo que pertencemos à geração “Carmen”, pois essa grande obra de Carlos Saura (cineasta) nos influenciou de forma muito intensa. A partir desse instante, o flamenco passou a ser uma grande prioridade em minha vida. Queria aprender a tocar para dança e também como solista. Porque o flamenco te oferece isso de forma muito natural. Você pode tocar para baile, entender a expressividade da dança e associá-la à música, ou ser solista e de alguma forma expressar o seu trabalho como compositor e também acompanhar um cantaor. A cena que me despertou tudo isso é aquela no filme onde todos estão em uma festa, Paco de Lucia, vários guitarristas e Pepa Flores cantando por tangos. Essa cena foi a primeira que me impactou. Os caras tocando de uma forma natural, como se fosse uma roda de choro. E com uma linguagem harmônica totalmente diferente da nossa. Aí me dei conta de que era isso o que queria seguir. Então, começou o processo de imitação.

 A imitação para poder assimilar essa linguagem específica…

Exatamente. Fiquei anos só ouvindo flamenco, só tocando flamenco, só falando de flamenco (risos). Mas isso foi necessário! Quando eu falo do “processo ao contrário” é por que isso aconteceu quando eu estava no Brasil. Nada mais que flamenco. Quando mudei para a Espanha, por diversos motivos, como me aperfeiçoar no flamenco, eu comecei a …

A voltar para o Brasil?

Sim! Então é um “processo ao contrário”. Antes, não via a hora de ir para a Espanha para tocar flamenco e estar entre os flamencos. Essa vontade ainda existe, mas hoje em dia não vejo a hora de voltar para o Brasil, tocar música brasileira, choro e estar com músicos brasileiros. Eu consegui equilibrar essas duas necessidades que estão presentes em minha vida. Esse é o meu caso. Não é algo que eu generalize, porque cada um tem a sua história, a sua própria descoberta. Mas dessa forma consegui embasar e concretizar minha identidade musical. Eu me considero hoje um músico flamenco brasileiro ou um músico brasileiro flamenco. Isso está muito claro para mim. Independente do nível técnico ou musical, não me comparo a ninguém, não quero me comparar. Eu conheço os meus limites musicais, até onde posso chegar e até onde não posso chegar. Sei muito bem qual é o meu caminho.

“Conheço os meus limites musicais, até onde posso – e não posso – chegar…”

Fernando de la Rua

Fernando de la Rua

Fernando, gostaria que você falasse sobre o processo de criação, porque no confronto entre as duas linguagens existem características distintas como, por exemplo, o uso da mão direita do violão flamenco e a harmonia mais rebuscada da música brasileira. Como é isso?

Quando eu confronto as duas linguagens e começo a criar, o primeiro caminho que eu busco é a harmonia. Essa forma não é comum para um guitarrista flamenco que normalmente compõe de forma melódica, sempre busca uma melodia. Eu busco a harmonia, talvez pela referência da música brasileira. Isso não quer dizer que o músico brasileiro só componha através da harmonia, ele também compõe pela melodia. Basicamente busco os acordes. Independente disso, procuro colocar o tempero que é a técnica da mão direita, alguma passagem específica de polegar, arpegios, rasgueos ou remates, de onde vem a parte rítmica. Quando componho dentro de algum groove flamenco, algum palo, penso na harmonia para ter uma coisa mais musical nas falsetas. Se estou compondo dentro de um ritmo especifico do flamenco, tento compor como um tema2 inteiro, não usando a forma flamenca das falsetas3, que é o principal recurso que o guitarrista flamenco utiliza em sua linguagem.

Se eu tocar em uma fiesta acompanhando um cantaor ou compor para baile é diferente. Penso em forma de tema, que é um conceito mais ocidental, sul americano, tento juntar o elemento musical através da harmonia já explorando a melodia em cima dela, para depois colocar o elemento técnico e rítmico característico do flamenco. Em termos técnicos, também busco usar elementos da mão direita do violão brasileiro como, por exemplo, o que na Espanha eles chamam de tumbao, que é uma pegada de mão direita mais leve através de arpegios e a combinação do polegar com os outros dedos. Como se fosse a levada do samba no violão brasileiro, só que adaptado aos ritmos flamencos como os tangos e as bulerías, por exemplo. (Nota do entrevistador: aqui Fernando está falando sobre a maneira pinçada de tocar as cordas do violão brasileiro). Isso se eu compor para os flamencos. Se eu compor uma valsa brasileira, tento seguir a estrutura típica da valsa, baseada na música européia de forma A-B-C. Ou se for um choro, tento respeitar essa estrutura e eventualmente coloco elementos flamencos de harmonia flamenca desde que fique coerente e não descaracterize a música.

 É uma busca constante pelo equilíbrio entre as suas duas raízes…

Exatamente, e principalmente.

“Busco a harmonia, talvez pela referência da música brasileira…”

Sobre o seu último disco: por que Nuances?

Justamente para dizer que o meu trabalho é de música flamenca com nuances brasileiras e de música brasileira com nuances flamencas. Basicamente é isso. E também é uma palavra que eu gosto e está na minha cabeça há muito tempo, acho que tem a ver com a minha música. Essa palavra é normalmente associada a cores. Eu tento colocar outras cores nos meus temas. Foi assim que aconteceu.

Quais as suas expectativas em relação ao disco e em relação ao público que há tempo aguardava um disco seu?

Ao falar de expectativas, fico um pouco preocupado justamente porque as pessoas esperavam um disco que há anos estou querendo… A preocupação é não satisfazer essa expectativa. Por outro lado, cada um tem uma forma de ver, e acredito que o disco vai transmitir um trabalho maduro. Pela minha própria história. A minha maior expectativa era de que as pessoas, principalmente os brasileiros, tivessem uma sensação de: “puxa, que legal! Ele está fazendo uma ponte entre o flamenco e a nossa cultura brasileira”. Mas o problema de falar isso é que pode parecer meio pretensioso e eu não quero isso. Simplesmente quero que esse disco seja uma tentativa a mais de aproximar essas duas culturas. Um disco para abrir caminho nesse campo que tem muito a ser explorado. O jazz-flamenco está muito bem explorado, o árabe flamenco também. E por que não a música brasileira? Agora é o nosso momento. Tento mostrar com esse disco que esse é um caminho que vale a pena ser explorado.

Existe campo e bastante riqueza…

Bastante riqueza. Não digo de trabalho, mas de campo cultural mesmo. Tem muito para se desenvolver em termos de violão, um caminho novo. Mas não digo isso de uma forma pretensiosa. Longe disso. Sou um músico a mais buscando construir um argumento a mais e contar um pouco da minha história. Essa é a minha expectativa, basicamente.

Você considera esse disco auto biográfico?

Eu o considero um pouco biográfico, sim. Porque tem temas de muito tempo atrás, como por exemplo o tanguillo “Aún no tengo nombre”. Esse tema foi composto há mais de 12 anos. É uma outra fase minha, logo que cheguei na Espanha. Já “Nuances” eu compus quando descobri um ponto de encontro entre as duas culturas e consegui associá-las. “Tangos Ibicencos” é um tema que compus quando fui para Ibiza e quando essa linguagem já estava bem incorporada. “Uma valsa para Sabrina” surgiu quando descobri o violão de sete cordas, quero dizer, mais da música brasileira. Foram muitos momentos de reencontro com a música brasileira. “Sambeando em Pamplona” foi o primeiro samba que fiz. Esse disco retrata bem os últimos dez anos da minha vida musical. Capta bem o meu encontro com a música brasileira tocando flamenco. Também não é um disco super flamenco porque a minha fase flamenca aconteceu há 20 anos, na primeira década da minha carreira. Hoje tenho uma argumentação mais equilibrada entre as duas linguagens. Queria ter colocado uma seguiriya, mas não deu porque não ficou bem gravada. Devo colocá-la no próximo disco.

Já tem um segundo disco a caminho?

Tenho já oito músicas, mas ainda preciso organizar tudo. Entre elas, tem essa seguiriya, um fandangos de Huelva, outro tanguillo, já dessa fase nova, outro samba, um choro, outra valsa e mais algumas coisas.

Fernando de la Rua e Roberto Angerosa | Foto: Marcus Derencius

Fernando de la Rua e Roberto Angerosa | Foto: Marcus Derencius

Você tem vários músicos te acompanhando. Quanto tempo demorou o processo de produção?

Foram quatro anos. Comecei em 2007 em Itapeva, fazendo a pré-produção no estúdio de um amigo meu. Lá classifiquei as primeiras músicas. Eu não tinha terminado todos os temas ainda. No ano seguinte, comecei a falar com os músicos que eu queria que participassem do cd. São todos amigos meus, que conhecem o meu trabalho desde o começo e que tocaram comigo muitas vezes. A maioria é de Madri. Dos músicos brasileiros, alguns são de uma produtora chamada Oca. Eles também gostaram e compraram a minha idéia. O disco foi gravado em quatro ou cinco estúdios diferentes, muito por conta do fator financeiro mesmo. No estúdio de um amigo que fez quase na faixa, outro que cobrava mais barato, outro de um outro amigo. Foi tudo um pouco assim. Por exemplo, “Nuances” foi gravado em quatro estúdios diferentes. Os violões aqui em São Paulo, a percussão, as palmas e os pés do (bailaor) Domingo Ortega foram gravados em Madri, mas em lugares diferentes, e o baixo também em São Paulo. Foi um processo bem demorado e muito complicado. Alguns temas foram gravados em um estúdio só, como por exemplo “sus bulerías”, que gravamos direto. Só o piano foi colocado posteriormente. Têm duas músicas em que toca o Beto Angerosa, um amigo de muito tempo, desde o começo. Ele gravou “Bethary” e “Tangos Ibicencos”. Nessa última também está Marcio Bonefon no baixo, gosto muito da sua musicalidade. No samba tocam os músicos da produtora Oca, Bernardo Gois e Thiago Rabello. Na valsa eu toco o sete cordas com o pianista Pablo Suarez, marido da (bailaora) Rafaela Carrasco. Ele é pianista flamenco, mas tem um conceito universal de música. No bolero “Brisa de Yara”, tocam o baixista Miguel Rodrigañez, amigo meu, e o pianista Rafael Plana, de Barcelona. Gravei o tanguillo com um percussionista que é um amante da música brasileira, Iván Mellen. Ele está desde sempre me acompanhando nos concertos em Madri.Tem ainda o Pablo Martín Jones, um percussionista madrilenho. Procurei pessoas que gostam do meu trabalho e que compraram a minha idéia. São colaborações muito preciosas. Gostaria de dizer que dedico este cd a minha sogra Laurita Castro, por tudo o que ela representa em minha trajetória musical, desde que fui para São Paulo e comecei no Flamenco.

 

Capa do cd Nuances

Você teve o cuidado de colocar no encarte quais guitarras foram usadas em cada música. Fale um pouco sobre isso.

Eu acho importante, pois é uma referência a mais. Em um disco, quanto mais informação, melhor. Queria ter colocado mais informações. Tem músicas que soam melhor com um determinado violão e outras com outro. Na valsa, por exemplo, eu não tinha o sete cordas, quem me emprestou foi o Flávio (Rodriguez, guitarrista flamenco brasileiro). É um sete cordas brasileiro. É importante você timbrar diferente. O tanguillo gravei com minha Conde (guitarra flamenca) por uma questão de sonoridade e da época em que a música foi criada. As outras foram gravadas com a guitarra do Arcadio Marin, porque gosto da sonoridade e da pulsação. Ela tem mais profundidade. É uma questão de sonoridade.

 Quais são suas influências hoje? Quem te inspira? O que você tem ouvido?

Raphael Rabello, Marcus Tardelli, Guinga, Gerardo Núñez, Paco de Lucia, Marco Pereira, Yamandu Costa, Alessandro Penezzi. Além deles, Hélio Delmiro,  de quem gosto e me inspirou muito; Lorenzo Vizerda, guitarrista flamenco com uma linguagem muito forte, foi uma das minhas primeiras referências. Paco Cruz, o próprio Pablo Suarez, Juan Manuel Flores, Manolo Sanlucar, Rafael Riqueni. Garoto sempre me inspira. Fiz várias composições depois de ter ouvido Garoto. São muitos…. mas também gostaria de homenagear grandes artistas que foram importantes desde o meu começo no flamenco em São Paulo, e que sempre estarão presentes em minha essência musical: Pedro de Jaén (guitarrista), Ana Esmeralda (bailaora e atriz), Carmen de Ronda (bailaora) e Pepe de Córdoba (bailaor), Mario Vargas, Enrique Alonso e Enrique España (cantaores), Blanca Serrano e Hilde Gutierrez (cantaoras).

 Sobre esse caminho aberto com sua história, o que você pode deixar de mensagem para os aficionados, sejam músicos ou não?

Sigam pesquisando o flamenco a fundo, sem nunca deixar de lado o que vocês são e de onde vêm. Nunca esqueçam da cultura brasileira. E criem, pois o mundo musical precisa de novas argumentações. É isso aí.

1. Nota do entrevistador: Tatuí, cidade no interior do Estado de São Paulo, tem um dos conservatórios mais conceituados do Brasil. Veja: www.conservatoriodetatui.org.br voltar

2. Falseta: composição flamenca de curta duração. No flamenco é um costume de linguagem criar solos de música simplesmente tocando uma falseta seguida de outra mesmo que elas não tenham relação melódico-harmônica entre si. voltar

3. Tema: composição musical de forma elaborada dentro de um contexto onde suas partes se completam, seguem um mesmo motivo ou idéia central. voltar

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