Primeira edição de Flamenco Festival Brasil acontece em outubro. Entre os dias 17 e 20, o evento levará ao Teatro Municipal de São Paulo, o guitarrista Vicente Amigo, o bailaor Israel Galván, a Companhia Rafaela Carrasco e a Companhia Antonio Gades.

Desde sua criação, em 2001 o Flamenco Festival, é o principal e mais conhecido evento flamenco fora da Espanha. Seu objetivo é difundir a riqueza e a variedade da arte flamenca, levando aos mais relevantes teatros do mundo artistas flamencos desde os mais tradicionais até os mais vanguardistas.

O Festival já passou pelo Carnegie Hall de Nova Yorque, o Teatro da Opera de Sidnei, na Austrália, Sadlers Wells de Londres e Orchard Hall de Tokio, apenas para citar alguns. O Flamenco Festival chega aos seu 11º ano com mais de un milhão de espectadores pelo mundo.

 

Programação

 

Segunda, 17 de Outubro

VICENTE AMIGO

“En Concierto”

Vicente Amigo é considerado um dos mais virtuosos intérpretes de sua geração e incansável pesquisador das enormes posibilidades estéticas e sonoras do flamenco. Sua música cativa a todos os públicos, flamencos ou não flamencos, jovens ou não, seus concertos, se caracterizam pela variedade, em todos os sentidos, dos que o assistem.

 

 

 

 

 

Terça, 18 de Outubro

ISRAEL GALVÁN

“LA EDAD DE ORO”

O bailaor sevilhano Israel Galván apresenta um dos seus espetáculos mais aclamados pela crítica, “La Edad de Oro” com voz de David Lagos e violão de Alfredo Lagos.

Israel Galván de los Reyes recebeu o Premio Nacional de Danza 2005 na Espanha “por sua capacidade de gerar em uma arte como o flamenco uma nova criação sem esquecer as verdadeiras raízes que lhe sustentaram até nossos dias e que o constituíram como gênero universal”.
La Edad de oro se compõe de pinceladas de baile, cante e toque, que se combinam e se alternam, de modo que os três protagonistas atuam sozinhos, em pares e em conjunto em um espetáculo luminoso e emocionante.

 

 

 

Quarta, 19 de Outubro

RAFAELA CARRASCO

“VAMOS AL TIROTEO”, VERSIONES DE UN TIEMPO PASADO

Sapateados, mantóns, piano, celo, guitarra, cante. O branco, o preto e o vermelho. O cenário transborda com a música ao vivo, com a percussão dos corpos, com o virtuosismo de Rafaela Carrasco, Ricardo López, José Maldonado, Pedro Córdoba e David Coria.

“Vamos al tiroteo – Versiones de un tiempo pasado” é a última aposta de Rafaela Carrasco. A coreógrafa e bailaora se atreveu a levar aos palcos os temas que Federico García Lorca, acompanhado de Argentinita, gravou em 1931. Estas Canciones populares (Zorongo gitano, Sevilhanas do século XVIII, No Café de Chinitas e Las morillas de Jaén, entre outras) são revisitadas por Carrasco que, nas palavras da crítica, conseguiu interpretar com certa distância para “conseguir um exercício de abstração olhando para o futuro”.

 

 

 

 

Quinta, 20 de Outubro

COMPANHIA ANTONIO GADES

“BODAS DE SANGUE”
Em 1974, a companhia de Antonio Gades estreava uma peça destinada a se converter em um ponto de referência inevitável para a dança espanhola: Crônica do sucesso de Bodas de Sangue.
O valor intrínseco e universal da historia lorquiana, unido ao minucioso trabalho
de um grupo de profissionais aglutinados pelo talento criador de Antonio Gades, alcançou umas cotas cujas repercussões se multiplicaram infinitamente ao entrar no jogo de um terceiro implicado, Carlos Saura, que rodou integramente o ballet e o levou em 1981 às telas de todo o mundo.
A difusão e o êxito do filme fizeram com que a admiração, o conhecimento e o respeito pelo baile espanhol crecessem em poucos anos mais que em toda sua história teatral. Até tal ponto que são muitos os que afirmam que há um antes e um depois deste título.

“SUITE FLAMENCA”
A partir dos bailes com os quais Antonio Gades começou sua carreira solo (aprox. 1963) foram sendo forjados os números que cinco anos depois passariam a se denominar Suite Flamenca. Sete números de baile flamenco tradicional sob o prisma de Gades.
Os números que compõem a Suite Flamenca conseguem cobrir a historia estética do baile flamenco de forma surpreendente, por meio de solos, duos assim como bailes em grupo. Obra qualificada em seu tempo como vanguardista, se converteu em uma referência clássica para a coreologia da arte flamenca.