Carlos Saura é um dos homenageados no In-Edit Brasil

 

O  In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical – começa agora, dia 28 de Abril no Museu da Imagem e Som.

O evento  concebido em 2009 promete abranger ainda mais o nicho cinematográfico.  Prova disso, o festival faz homenagem a dois grandes nomes do cinema internacional. O espanhol Carlos Saura e o norte-americano Albert Maysles.

Na  3ª edição, o In-Edit Brasil, que começa  hoje em São Paulo  hoje com o filme de Saura, Flamenco, Flamenco e sucede até 08 de maio. E de 06 a 12 de maio, no Rio de Janeiro.

Flamenco,Flamenco

A programação  será permeada por mais  70 documentários musicais que abarcam vários temas, além de shows, debates, oficinas e convidados especiais patrocinados pela  Petrobrás e pela  Natura, por meio do programa Natura Musical.

Os flamencos e  assíduos e sedentos da cultura espanhola, devem ficar atentos, já que o consagrado diretor espanhol Carlos Saura   propõe ao espectador uma maneira única de mergulhar no universo sonoro em seus filmes, inventando uma estética magistral para criar o ambiente poético que cada universo musical necessita. Música espanhola, flamenca, popular e erudita, canção urbana portuguesa e o tango argentino são alguns dos estilos abordados no cinema musical do diretor.

O festival apresenta quatro filmes em homenagem ao diretor: Flamenco, Flamenco; Tango, Flamenco e Fados.

Divulgação

Acompanhe a programação:

Panorama Mundial: HOMENAGEM ESPECIAL – CARLOS SAURA (4 FILMES)

FLAMENCO, FLAMENCO

(Carlos Saura, Espanha, 2010, 96´)

Desde que Carlos Saura apresentou sua particular e poética visão do flamenco em 1995, muita coisa mudou. O gênero ganhou status e importância internacional, grandes nomes partiram, outras estrelas apareceram e novos sons surgiram para se integrar à tradição.

Por tudo isso Flamenco precisava de uma segunda parte. Com Flamenco, Flamenco o diretor espanhol nos convida a um novo mergulho neste fantástico universo repleto de música, poesia e baile. Grandes músicos, apresentações antológicas e uma fotografia, de Vittorio Storaro, simplesmente espetacular. ¡Olé!

FLAMENCO

(Carlos Saura, Espanha, 1995, 100’)

Eis aqui o corpo e a alma do Flamenco. Um estilo que tem suas raízes no oriente e que depois de cruzar o mundo encontrou na Espanha seu lugar para forma-se, crescer e multiplicar-se. Registrado por Carlos Saura com a sabedoria que só os grandes talentos adquirem com a experiência e com fotografia de Vittorio Storaro, “Flamenco” é um marco no registro da musica pelo cinema. Neste filme vemos os grandes nomes do gênero e que hoje nos deixam saudade.

TANGO

(Carlos Saura, Espanha, 1998, 115’)

Nesta ficção com pinceladas de documentário, Carlos Saura se aproxima do universo do Tango para retratar toda a paixão dos argentinos por sua música e sua dança. Mario Suárez é um diretor de cinema obcecado por fazer o filme definitivo sobre Tango. Abandonado por sua mulher, bailarina e estrela de seu filme, ele tenta superar suas frustrações e ao mesmo tempo fazer a obra da sua vida.

Nominado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999.

FADOS

(Carlos Saura, Portugal, 2007, 90’)

Depois de “Flamenco” (1995) e “Tango” (1998), Carlos Saura completa sua trilogia sobre a canção urbana moderna baseada na tradição, com “Fados”. Resultado de 2 anos de pesquisas, o filme nos convida a um mergulho no universo português. Além de grandes nomes da tradição como Argentina Santos e imagens de arquivo de Amália Rodrigues, o filme propõe reuniões emocionantes que incluem Chico Buarque, Caetano Veloso, Mariza, Lila Downs, entre outros.

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